Almoço no Navio Fantasma


Um grupinho do trabalho resolve sair para almoçar, lindos e belos e com suas lombrigas nervosas gritando desesperadamente de fome. Por não conhecerem os bons pratos da região resolvem experimentar um lugar diferente a cada dia. Exatamente no primeiro dia, esse belo grupo de crianças adoráveis resolveu entrar em um restaurante bem pertinho do trabalho, o lugar parecia de bom gosto para quem olhava de fora. Uma casinha legal, cores pastéis, cardápio na entrada, um carro do playmobil parado na porta.

Todos estavam muito felizes por chegarem ao local desejado porque poderiam alimentar suas pancinhas que imploravam por uma boa comida. A garotinha pensou “Ok, estou vendo a plaquinha de Self Service R$ 11,90. Cheguei ao restaurante rsrsrs, show de bola, vou comer MUI-TO. Yyyyyuuuuuuuhhhuuuuuu!!!”.

Assim que colocaram seus pesinhos dentro do restaurante, o garçom com sua roupinha adequada, calça social preta, camisa branca, sapatos pretos e um avental preto os abordou:

– Mesa para quantos? – com uma voz fúnebre, típico do clássico “Chapolin”, o capítulo em que o mesmo compra um casarão antigo com mordomos que vivem há mais de mil anos.

– Para 8, opaa 7 faltou um nego. Pode ser aquela? – apontando para uma mesa seguindo em direção aos pratos o Sr. Boss responde.

– Tudo bem, acrescentarei mais cadeiras – concorda o garçom fúnebre, com seu vozeirão sério.

Todos apanharam seus pratos para a escolha da comida, com o cardápio pouco extenso, numa mesa retangular pequena, pouca variedade de saladas como: alface, rúcula, agrião, alface cortado, tomate, queijo, alface novamente e molhos. Os pratos quentes eram: Arroz, feijão, bife a milanesa, batatas gratinadas, macarrão a bolognesa, strogonoff (só carne com creme de leite), omelete.

Enquanto almoçavam, observavam atentamente a casa, muitas coisas sinistras surgiram durante a apreciação dos pratos, como por exemplo, uma escada redonda na área, na cor preta.

Ambiente com semi-luz, dando um ar de “estou no século XVIII”. Clientes pacatos e sérios.

O grupo que normalmente é muito animado entreolhava-se e nada entendia.

Como única sobremesa havia “caqui”, e claro uma piadinha baixa dos jovens para descontrair… “Acabou caqui, já era” e caíram na gargalhada. Rsrsrsrsrs Brevemente surge o garçom, olhando com a cara mais feia ainda.

Óbvio que esse almoço “delicioso” não poderia acabar por aí… Foram todos em direção ao caixa pagar, e fazendo uma análise ao redor avistaram quadros de antepassados enterrados pendurados na parede, assim como no filme a “Casa da Colina”… As imagens tinham um olhar de “estou te encarando”. Eram fotos de coronéis com caras de maus, mulheres com olhares arregalados que penetram dentro da sua alma. A garotinha observou um a um para ver se os olhinhos dos quadros se mexiam e… Ufaaaaaaaa, nada ocorreu. Sendo assim, ela dirigiu-se ao caixa e pensou: “Noooooooooooooooosssaaaaaaaaa, ai que medo, essa senhora tem cara de morta.” E, a mulher indagou:

– Quinze reais e sessenta e três centavos, dinheiro ou cartão? Fazendo um bico de “consigo morder meu nariz”.

– Dinheiro – respondeu a moça com uma voz finiiiinha morrendo de medo.

Ela entrega o dinheiro e… Pense numa mão gelada… Agora multiplique por 999999999999 mil, era esse o estado da senhora.

Todos pagam suas contam e rapidamente fogem de lá.

Com certeza, se os exploradores da região resolvessem ficar mais alguns minutinhos, ela iria mostrar-lhes onde está seu aposento e um confortável caixão onde descansa seu corpo, que com certeza tem mais de 2000 anos.

A turma toda ficou pasma, todos saíram de lá com cara de assustados, como se tivessem sobrevivido ao filme Navio Fantasma.

Será que eles estavam lá???

31/03/2008

Autoria de Christianne Matsuno

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