LIVRE-SE DAS ALFINETADAS QUANDO A RELAÇÃO ACABA


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Encarar o processo de perda com consciência ajuda a seguir em frente.

No auge do relacionamento, sobram as declarações de amor entusiasmadas, surgem os nomes para os possíveis filhos e envelhecer ao lado de outra pessoa é algo impensável, mas, no meio dos caminho, por algum motivo, a relação definha e acaba. E de repente, a vida transforma-se em um verdadeiro palco de batalhas. De um lado, você, e do outro, ele. Agressões verbais e alfinetadas viram uma constante. No meio disso, o respeito, que antes era tão proclamado, fica cada vez mais pisoteado. “Por razões culturais, nos apegamos com muito mais facilidade às situações negativas do que as positivas, por isso as pessoas se prendem à raiva e a troca de insultos”, explica o psicólogo Antônio Carlos Amador Pereira, da PUC (SP), autor do livro “Ou Eu, Ou Ela” (Editora Harbra).

Mas por que as discussões parecem ser a nova rotina após o término? Existe algum prazer nessa prática? Toda separação é dolorosa. Mesmo que o processo seja amigável, é muito difícil aceitar que não é mais amado por alguém. É mais fácil encontrar uma desculpa e uma explicação do que aceitar que, de certa forma, morreu dentro do outro.

A questão principal por trás do conflito é a difícil relação do indivíduo com a perda. Em geral, quem ataca, não consegue aceitar que perdeu, não consegue processar a perda como uma consequência natural da vida. “A pessoa não consegue aceitar que muitas vezes é necessário abrir mão de algo”, diz Amador Pereira.

Também faz parte desse entendimento considerar que a relação pode continuar, porém com outra natureza. “Para um casal que se divorcia, por exemplo, o homem não é mais o marido, mas continua sendo os pais dos filhos. E isso é algo que precisa ficar claro para as próprias crianças, para evitar conflitos. Isso precisa ser respeitado em nome do desenvolvimento saudável dos filhos”, explica o psicólogo.

Hora de sacudir a poeira.

Só que construir a relação sobre novas bases também passa por perdoar e superar os desentendimentos. Depende muito de quanto um magoou o outro, mas é sempre preciso tentar. O perdão é bom para os dois lados. Acho que foi William Shakespeare quem disse que “Guardar rancor é como beber veneno e ficar esperando que o outro morra”. Isso porque, quando você perdoa, você se liberta e redefine o ex-parceiro, ou seja, para de demonizá-lo e segue em frente. Mas não é só isso.

O indivíduo deve se CONSCIENTIZAR que PRECISA e, principalmente, PODE abrir espaço para o NOVO. Esse comportamento de se apegar ao velho – como o cachorro que se apega ao osso -, e de remoer a mágoa faz com que ela pare de viver e que o outro também.

Quando um relacionamento acaba numa briga, fica difícil não questionar o que aconteceu e qual o motivo. Qualquer conversa depois disso pode te trazer respostas, ou mais dúvidas ainda – depende de como você encara os fatos. Vai ver que é a necessidade de concluir algo, o namoro, a conversa. E quando tudo acaba em briga mais uma vez, a gente retoma, quer explicações. Lágrimas não são argumentos.

Prazer em discutir

Outro ponto dos conflitos pós-namoro é o ciclo vicioso e sado masoquista do gosto pela situação conflituosa. “Cria-se então uma relação afetiva ao avesso em que o amor dá lugar para a mágoa”, diz Amador Pereira. Os ex-parceiros se comportam como se estivessem em um jogo psicológico, onde estão tão cegos, que chegam a acreditar que um deles se sagrará vencedor e, ao contrário, ambas as partes perdem, porque ficam estacionadas no mesmo lugar.

Existem muitos casos onde num relacionamento, um fulano não tem certeza do que realmente quer, então quando o outro lado resolve colocar um ponto final, o fulano “surta”. Não aceita o fato de jeito nenhum. Com isso, as conversas sempre acabam em troca de ofensas, e seguem assim por muitos meses depois do término. Vira um vício. A solução é tentar enxergar fora do relacionamento com o olhar de outras pessoas. Perceber que a forma da qual está agindo é loucura e sentir-se envergonhado (a) por isso. Perceber que um está machucando ao outro, e muito.

Quem pode me ajudar?

Não é tempo cronológico que vai definir quando uma pessoa precisa de ajuda profissional, de um terapeuta ou psicólogo, mas sim o quanto ela permanece com os mesmos sentimentos e não avança.

Faz parte de um exercício de sanidade mental entender que as decepções, maiores ou menores, são um efeito colateral da vida, mas também passa por ter uma visão menos egocêntrica e mais humilde da própria existência a de que MUNDO NÃO GIRA SÓ AO NOSSO REDOR. É importante adaptar os desejos à realidade, mas compreender que nem sempre isso será possível. Ficar triste não é uma doença, mas a manutenção da tristeza e de abandono merece ser estudado. É a lamúria e a lamentação que alimentam a decepção.

Você precisa entender e aprender a desatar o nó que faz com que queira carregar o fardo do relacionamento que já acabou. É provável que você tenha coisas a resolver com o ex, e se estiver engasgado, deve desabafar, sim, não precisa reprimir. Mas SIGA ADIANTE, NÃO FIQUE BATENDO NA MESMA TECLA. Fale para se libertar e não para virar uma briga sem fim.

7 Respostas to “LIVRE-SE DAS ALFINETADAS QUANDO A RELAÇÃO ACABA”

  1. Muitos de nós já lemos, já pensamos, algumas já escreveram, sobre isso.
    Mas, só aprendemos de verdade, quando passamos por isso…
    Meu Deus, nunca pastei tanto! Rolou de tudo nesta parada (separação), e vixe!, como demorou este processo!!!! Porque é isso né? Um processo!
    Hoje, quero uma pessoa que pense como eu, que tenha liberdade no pensar e no agir. Que fique comigo porque quer. quero uma pessoa inteligente, agradável, e companheira… Acho que é por isso que estou só, no momento.🙂 Sorrio, levo na esportiva, penso em mim, no que tenho de sábio, e como melhorar aspectos pessoais positivos.
    Enquanto isso, vou seguindo a pé, acompanhado. Não com a pessoa certa, mas não com a totalmente errada. O importante, como vc citou, é a CONCIÊNCIA das coisas, e de nós mesmos(as).

  2. Gostei do seu texto. Isso aconteceu comigo recentemente e agora tenho lido algumas coisas para ajudar no processo. E uma ds coisas que faço para isso é escrever também. Seu blog tem uma idéia parecida com a minha.

    Abraços
    =]

  3. maria cristina de jesus araujo Says:

    sou uma pessoa triste no meu relacionamento tem 18 anos que estou casada .hoje eu digo sou to com ele por que eu não tenho um emprego afetivo. so uma pessoa tão paquerada as vezes mim pergunto o que os homens vem em mim.

  4. nem me fale gent!!!!!
    ando lendo de tudo que possa me ajudar.
    afinal, o mundo nao para para que eu me recupere das minhas perdas.
    Mas, tenho que confeçar que nos dois primeiros meses sintia mais odio de mim do que dela; do tanto que fui idiota, tao obviamente enganada

    hoje sou um pouco mais conformada

    mas ainda gosto dela dá p acreditar???????
    rsrsrsrsrsrsrsr

  5. eu esta casada mas o meu amor mim deixou pq meu pai não deixou eu viajar com o que eu faço agora

  6. eu quero de qualquer jeito eu amo ele mais que tudo nessa vida ele é o amor da minha

  7. Mas você era casada com ele?

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